A Liga
O programa “A Liga”, televisionado no Brasil pela rede Bandeirantes, tem como objetivo mostrar vários olhares sobre um mesmo assunto, suas contradições e realidades. É comandado por 4 repórteres e cada um mostra individualmente uma esfera daquele tema.

O programa de ontem (14/09/2010) teve como tema as drogas, seus usuários e seus efeitos sociais e fisiológicos. No site da atração estão disponibilizados os vídeos que compuseram o programa. Vale a pena conferir:
O mundo das drogas retratado no cinema e na música
A arte pode ser definida, entre inúmeras outras possibilidades, como a produção consciente de obras, formas ou objetos voltada para a concretização de um ideal de beleza e harmonia ou para a expressão da subjetividade humana. Imitando a vida ou sendo por ela imitada, a questão do uso de drogas é bastante recorrente na esfera da arte, principalmente na música e no cinema.
Segue abaixo uma lista com alguns filmes que abordam de alguma forma esse tema, além da música “Tem alguém aí?” do cantor e compositor carioca Gabriel, O Pensador.
Réquiem para um sonho
Um jovem casal não consegue estruturar seus sonhos por conta do vício em heroína. A mãe do rapaz vicia-se em remédios para emagrecer. Um filme asfixiante de Darren Aronofsky.
Profissão de Risco – Blow
Nos anos 70, onde sexo e drogas eram cool, Jonnhy Depp é um jovem que muda-se para a Califórnia, onde estrutura um bem sucedido comércio de maconha e cocaína, mas acaba se envolvendo com o cartel colombiano. Baseado numa história real, bem dirigido por Ted Demme, que morreu aos 38 anos, após ter consumido cocaína.
Maria Cheia de Graça
Uma garota colombiana, pobre, grávida e desempregada, desesperada em conseguir dinheiro para sua família, aceita trabalhar como mula, levando cocaína para os Estados Unidos em seu estômago. Chegando lá, nada sai como planejado. Poderoso filme, mostrando um lado trágico do tráfico.
Bicho de Sete Cabeças
Baseado numa história real de um pai que envia seu filho para um manicômio por tê-lo pego fumando maconha. O filme mostra o despreparo da família em lidar com o assunto e do sistema de saúde em tratá-lo. grande estreia de Rodrigo Santoro no cinema.
Drugstore Cowboy
Dois casais vivem de roubar remédios em drogarias e hospitais para manter seu vício. Primeiro sucesso de Gus Van Sant.
Trainspotting
Num subúrbio de Edimburgo, quatro jovens sem perspectivas mergulham no submundo para manter seu vício auto-destrutivo em heroína. Um dos filmes mais cultuados dos últimos anos, graças à originalidade e vitalidade do diretor Danny Boyle e do elenco encabeçado por Ewan McGregor.
Despedida em Las Vegas
Nicolas Cage ganhou o Oscar por seu alcoólatra, que após perder o emprego, vai para Las Vegas com intenção de beber até morrer. Lá conhece uma prostituta por quem se apaixona, mas já é tarde demais. Deprimente e poderoso, um alerta para quem acha que álcool não é droga.
Traffic
Steven Soderbergh cria um painel de histórias paralelas que se entrelaçam, mostrando o negócio das drogas e suas ramificações, envolvendo inclusive policiais e juízes. Ótimo filme, ganhador de 4 Oscars.
Vício Maldito – Days of Wine and Roses
Jack Lemmon é um jovem publicitário que se casa com uma colega de trabalho. Com o tempo e as pressões do dia-a-dia começam a consumir cada vez mais álcool a ponto de se destruírem.
Christiane F
13 anos, drogada e prostituída… uma adolescente alemã conta sua história do álcool às drogas pesadas e à prostituição em Berlim. Uma história real em um filme que causou polêmica em todo mundo.
Mais filmes relacionados a drogas em Filmes de cinema.com.br
I Levantamento Nacional sobre Uso de Álcool, Tabaco e Outras Drogas entre Universitários das 27 Capitais Brasileiras
A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD), órgão do governo federal responsável por coordenar a implementação da Política Nacional sobre Drogas (PNAD) e da Política Nacional sobre o Álcool (PNA), em parceria com o Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (GREAFMUSP) realizou o I Levantamento Nacional sobre Uso de Álcool, Tabaco e Outras Drogas entre Universitários das 27 Capitais Brasileiras.
O estudo foi feito com aproximadamente 18.000 participantes, todos universitários matriculados em 2009, em curso de graduação presencial de 100 instituições de ensino superior (IES), das 27 capitais do país. Os participantes responderam a um questionário estruturado e de autopreenchimento, com três medidas sobre o uso de drogas:
1. Uso na vida (uso experimental, ou seja, “pelo menos uma vez na vida”)
2. Uso nos últimos 12 meses (ou seja, “pelo menos uma vez nos 12 meses que antecederam a entrevista”)
3. Uso nos últimos 30 dias (ou seja, “pelo menos uma vez nos 30 dias que antecederam a entrevista).
Várias conclusões puderam ser obtidas a partir do levantamento, algumas surpreendentes e outras, nem tanto:
- Dos entrevistados que se declararam menores de 18 anos, 80% afirma já ter consumido algum tipo de bebida alcoólica.
- Não pôde ser observada interferência de gênero no uso geral de drogas.
- 49% dos entrevistados já fizeram uso de alguma droga ilícita na vida.
- 18% já dirigiram sob efeito do álcool e 27% pegaram carona com motorista alcoolizado.
- 86% dos universitários já fizeram uso na vida de álcool e 47% de produtos de tabaco.
- O uso de maconha é maior entre os universitários norte-americanos em comparação com os brasileiros, que consomem mais inalantes. Entretanto, em geral, a prevalência do uso de álcool, tabaco e drogas ilícitas é bastante semelhante entre as duas populações.
Segundo Paulina do Carmo Arruda Vieira Duarte, Secretária Nacional de Políticas sobre Drogas-Adjunta e Responsável Técnica pela SENAD, a entrada na Universidade é um momento em que se começa a ter maior autonomia, o que propicia a vivência de novas experiências. Porém, para muitos, esse é um momento de grande vulnerabilidade, inclusive para o uso de drogas.
Organizadores do estudo:
- Dr. Arthur Guerra de Andrade (Professor Associado do Departamento de Psiquiatria da FMUSP, Professor Titular das disciplinas de Psiquiatria e Psicologia Médica da Faculdade de Medicina do ABC e Supervisor do GREA, HC-FMUSP
- Paulina do Carmo Arruda Vieira Duarte (Secretária Nacional de Políticas sobre Drogas-Adjunta e Responsável Técnica pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas – SENAD, do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República – SENAD/GSI/PR
- Lúcio Garcia de Oliveira (Mestre e Doutor em Psicobiologia pelo Departamento de Psicobiologia da UNIFESP e Pós- doutorando pelo Departamento de Psiquiatria da FMUSP).
Fonte:
VIII Concurso Nacional de Fotografia – Resultado
A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) divulgou recentemente o resultado do VIII concurso Nacional de Fotografia, que tinha como tema “A juventude na prevenção do uso de drogas”.
1º e 2º – profissional
1º e 2º – Amador
Além de Fotografia, houve concurso de jingles, cartazes e monografias. Confira os resultados no site da secretaria.
Tabagismo infantil
As imagens e vídeos de Aldi Rizal, garoto de apenas 2 anos que fuma 40 cigarros por dia, rodaram o país nas últimas semanas. O garoto, que nasceu e vive na Indonésia, começou a fumar aos 18 meses, quando ganhou o primeiro maço de cigarros de seu pai, Mohammed.
Depois da repercussão internacional sobre o caso, a mãe de Aldi Rizal, de 26 anos, se encontrou em Jacarta com Seto Mulyadi, presidente da Comissão Nacional da Indonésia para a Proteção da Criança. De acordo com o porta voz da Indonésia, a família procurou ajuda para que o filho receba um tratamento adequado. Entretanto, o motivo não é a saúde do garoto, mas o dinheiro gasto com o vício, que chega a 2 maços por dia.
Diana afirmou que o filho chega a bater a cabeça na parede, gritar, ter enjôos e vômitos quando é proibido de fumar. Mohammed não vê problemas no vício do filho. “Ele me parece saudável. Já sabe fumar como um adulto, aprendeu a soltar anéis de fumaça e soprar fumaça pelo nariz”, diz, orgulhoso.
O pneumologista Osvaldo Sabino afirma que a crise de abstinência é mais incontrolável em crianças do que em adultos. É provável que ele fique internado e que seu tratamento dure mais tempo do que o de um adulto tabagista.
Na Indonésia o ato de crianças fumarem é aceito culturalmente, porém tem trazido sérios problemas de saúde pública. Houve um aumento de 400% no número de crianças fumantes no país, entre 2001 e 2007. Nem as mães entendem que estão envenenando seus filhos. Um porta voz da Indonésia afirmou que o país está discutindo medidas antitabagistas.
Assista abaixo uma reportagem exibida pela Record sobre o tabagismo entre crianças:
Fontes:
Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas
De acordo com o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, o vício em crack é um caso de saúde pública. Ele afirma que no Brasil 380 mil pessoas já experimentaram a droga pelo menos uma vez na vida, sendo 30 mil só no último mês. O crack é uma droga que causa dependência e danos físicos muito rapidamente. No país ela pode ser conseguida facilmente e a população mais atingida atualmente é a de maior vulnerabilidade, como moradores de rua, as crianças e os adolescentes.
Tendo isso em vista, até o final deste ano o Ministério da Saúde irá dobrar o número de leitos destinados aos dependentes químicos nos hospitais gerais, de 2,5 mil para 5 mil. Essa medida faz parte do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas, que foi lançado no dia 20 de maio pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O incentivo financeiro aos hospitais que atenderem pacientes dependentes também será dobrado. Anualmente, cerca de R$ 180 milhões serão investidos nesses leitos. De acordo com Márcia Bassit, ministra interina da Saúde, com a verba recebida os hospitais das cidades menores poderão ter até 4 leitos especializados no atendimento a dependentes do crack.
Em junho de 2009 o Ministério da Saúde havia anunciado o Plano Emergencial de Ampliação do Acesso do Tratamento para usuários de Álcool e Drogas (PEAD), que previa a construção de 73 novos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) até o final de 2010, sendo que até agora foram habilitados 52. Outra meta do Plano lançado em maio é intensificar essa proposta e ainda construir mais 136 centros especializados em álcool e outras drogas (CAPS-AD) até o final de 2011. Além disso, o Ministério pretende transformar 110 CAPS-AD em CAPS-III, que funcionam 24 horas por dia e tem 8 leitos para internação de curta duração, bem como maior capacidade de atendimento ambulatorial. Os CAPS-III promovem um tratamento integral e contínuo ao usuário de drogas.
Outros dispositivos também serão implementados com o objetivo de prevenir e tratar o uso de substâncias psicoativas, complementando a rede de atendimento dos CAPS e hospitais gerais. Um deles é o projeto Consultórios de Rua, que leva uma equipe multiprofissional de saúde (com auxiliares de enfermagem, assistentes sociais, profissionais de saúde mental) até o local em que os usuários de drogas se reúnem, oferecendo cuidados básicos e orientações sobre tratamento.
Também serão construídas 60 Casas de Passagem, em que os usuários em situação de risco podem permanecer de 30 a 40 dias. Essas casas garantem a segurança do usuário que sofre ameaças. O Ministério também irá oferecer 70 Pontos de Acolhimento a usuários de crack e outras drogas, em cidades com mais de 400mil habitantes. Esses pontos acolhem pessoas que precisam de um lugar para tomar banho, descansar e se alimentar. Também ocorrem intervenções para redução de danos e promoção de saúde. Há a tentativa de criar um vínculo com esses sujeitos, com o objetivo de traze-los para o tratamento nos serviços de saúde. O plano também irá fornecer cursos de capacitação de profissionais da saúde com enfoque na prevenção e uso do crack.
A Universidade Federal do Estado do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e a Associação do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (AMP/RS), com apoio da Rede Brasil Sul de Comunicação (RBS) estarão realizando em Porto Alegre, de 7 a 9 de julho, o “Congresso Internacional – Crack e outras Drogas” com o tema: “Um debate social que se impõe”.
Para maiores informações, acesse: http://www.conicrack.com.br/
Fontes:
Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead)
Brasil X álcool
Foi publicado no Jornal da Tarde de São Paulo no dia 17 de abril de 2010 um artigo do psiquiatra Ronaldo Laranjeira, Professor Titular de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e Coordenador do Instituto Nacional de Políticas do Álcool e Drogas (Inpad), sobre o consumo de álcool pelos brasileiros.
Laranjeira afirma que, no Brasil, 8% das mortes, 50% das mortes no trânsito e mais de 80% da violência doméstica são causadas pelo uso do álcool. As propagandas de bebidas alcoólicas são as maiores responsáveis pela quantidade do consumo no país, já que aqui não há leis proibitivas quanto a isso. Dessa forma, o imaginário popular tem a crença de que todo mundo bebe um pouquinho, então não deve haver mal nisso. Mas a realidade é bem diferente.
A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) realizou um estudo que descreve o perfil do consumidor brasileiro, tendo uma amostra 3 005 pessoas, número suficiente para representar o que ocorre no país. Se na Europa 10% da população é abstêmia, no Brasil o número é muito maior: 48% (sendo 35% dos homens e 63% das mulheres). Esse dado derruba que a idéia de que somos um país de bebedores.
Entretanto, 24% da população do Brasil bebe excessivamente: cerca de 80% de todo álcool consumido no país. Esse grupo é o maior responsável pelas doenças associadas ao consumo de álcool e pela violência causadas pela bebida, sendo que 70% do álcool é consumido em forma de cerveja. Segundo dados da AmBev, houve um crescimento de 15,9% no volume de vendas de cerveja no primeiro trimestre desse ano, em comparação com o mesmo período de 2009, com um lucro de R$ 3,482 bilhões somente nesse período.
Então, afirma Laranjeira, mudar o pensamento de que beber é normal e não há nada de errado é uma das nobres tarefas da ciência atualmente. A partir de pesquisas como essa, políticas públicas de prevenção ao uso do álcool deveriam ser implementadas, mas infelizmente o Ministério da Saúde não tem feito sua parte e ainda oscila entre a passividade e ações sem o planejamento necessário. É necessário proteger a sociedade dos interesses da indústria da cerveja, a única beneficiada nessa história.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) vem tentando fazer com o álcool algo parecido com o que foi feito em relação ao tabaco: realizar uma política mundial com ações que tenham impacto na saúde pública, como o aumento do preço, diminuição do acesso (principalmente para adolescentes), proibição das propagandas de bebidas e fiscalização rigorosa no ato de beber e dirigir.
Fonte:
VIII Concurso Nacional de Fotografia
Tema: A juventude na prevenção do uso de drogas
A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), lança o VIII Concurso Nacional de Fotografia.
O evento é dirigido ao público em geral e cada fotógrafo concorrerá em uma única categoria (profissional ou amador), com apenas um trabalho inédito.
Valores dos prêmios
Profissional:
1º Lugar – R$ 4.000,00
2º Lugar – R$ 2.000,00
Amador:
1º Lugar – R$ 3.000,00
2º Lugar R$ 1.500,00
As fotografias deverão ser postadas até o dia 23 de abril.
Maiores informações e outros concursos: http://www.obid.senad.gov.br/portais/OBID/conteudo/web/noticia/ler_noticia.php?id_noticia=103778
Proibição dos cigarros com sabor no Brasil?
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vem analisando, desde o ano passado, os cigarros aromatizados, proibidos em alguns países como Estados Unidos e Canadá. Ela trabalha para comprovar que esses cigarros causam mais dependência e ainda estimulam o vício entre adolescentes e crianças, por conta do sabor adocicado. Se isso for provado, o cigarro aromatizado poderá ser proibido também no Brasil.
De acordo com a psiquiatra Célia Lídia da Costa, coordenadora do Núcleo de apoio ao Tabagista do Hospital do Câncer A. C. de São Paulo, os jovens são atraídos pelos vários aromas e vão se tornando dependentes. Os fumantes com até 17 anos são 3 vezes mais propensos a fumar cigarros aromatizados do que os com mais de 25 anos. No país existem muitos sabores, que vão desde o tradicional de menta, até o de chocolate, baunilha e morango.
Pesquisas afirmam que esses cigarros acabam sendo mais consumidos pelos usuários do que os cigarros comuns pois o sabor da nicotina é camuflado. André Luiz da Silva, toxicologista da Anvisa, afirma que os aromas facilitam muito a dependência, pois amenizam o gosto amargo e o cheiro forte e abrem caminho para a nicotina fazer o resto, que é viciar. Segundo ele, a menta tem capacidade anestésica, amenizando a irritação da garganta e o chocolate promove aumento da absorção da nicotina no organismo, por ser um broncodilatador.
O Instituto Nacional do Câncer (Inca) realizou uma pesquisa entre 2002 e 2005, juntamente com a Universidade John Hopkins (dos EUA), com 13 mil alunos de dez capitais brasileiras, que aponta que 44% dos estudantes brasileiros que fumam regularmente na faixa etária entre 13 e 15 anos preferem os aromatizados. A Anvisa está se baseando na lei canadense para criar uma regulamentação específica contra esses cigarros.
Fonte:
Revista Isto É, nº 2109 14/04/2010






